O Curso de Escrita Criativa nasceu da pura necessidade pessoal de descobrir que mistérios envolvem o trabalho de criar e escrever. Da experiência prática de criar e produzir textos publicitários, editoriais, de ficção, dentre outros. E do propósito de dividir esse aprendizado com outras pessoas, companheiros de caminhada.
O que veio primeiro foi o desejo de obter respostas para desafios que por vezes pareciam mais fortes que eu. Havia o desejo de saber. Precisava saber. Sentia-me forçado a entender o que havia nos bastidores daqueles textos muito bem escritos com os quais me deparava constantemente. Seriam frutos de uma vocação especial dos seus autores? Talento? Inspiração? Dom? Coisas, enfim, que independiam de mim e estavam reservadas apenas aos outros? Não podia ser. Tinha de existir uma explicação. [Hoje sei que essas são bobagens imensas, verdades falsas criadas para desestimular principiantes.]
Movido por essas questões e impulsos, saí para descobrir a resposta. Li. Estudei. Desmontei textos – precisava entender os mistérios da sua construção. Juntei peças. Com muito trabalho, a figura, nesse quebra-cabeça, foi se revelando.
O que descobri? Que escrever é, antes de tudo, um ato criativo – juntar palavras, frases, orações, de um jeito diferente, até que tudo isso se transforme em texto, com uma ou 420 páginas. E que criar a gente aprende, é técnica. Como tal, existe um caminho a ser percorrido – quem insiste em queimar uma etapa acaba anulando o efeito de todo o trabalho. Ao contrário, quem se permite percorrer o caminho se deslumbra ao descobrir que é criativo. Uma experiência tão democrática quanto fantástica, que vivo e vejo acontecer com frequência. Não é exclusividade minha, mas assim como outros escritores, encontrei um mapa bastante confiável. Eu o apresento em meus Cursos de escrita criativa.
Também descobri que escrever nada tem a ver com saber gramática, assunto que decididamente não me proponho ensinar. Que o digam as editoras, com seus profissionais especializados no trabalho de revisão gramatical, prontos para ler, reler e corrigir textos, inclusive de autores renomados. No meu caso, essa é uma tarefa que delego a outra pessoa, com a competência necessária para isso. Fazendo uma comparação, revisores sabem pegar porções de açúcar, farinha, fermento etc., colocar cada uma delas sob as lentes do rigoroso microscópio e identificar a composição química de cada elemento, número de calorias etc. Quanto a mim, não sei nada disso. Escritores sabem tomar esses mesmos ingredientes e, a partir deles, criar um bolo gostoso de ver e saborear. Um trabalho completa o outro. Não ensino gramática; ofereço instrumentos práticos a quem deseja se descobrir escritor. Sempre dá certo quando não damos atenção ao medo nem ao impulso de trapacear.
Descobri ainda que escrever é falar no papel, ou seja, quem fala, escreve. A propósito disso, um escritor afirmou que todos são escritores, com um detalhe: alguns simplesmente não escrevem. Outro, concluiu que não existe escritor; existe reescritor. Até mesmo os premiados com o Nobel de Literatura reescrevem, geralmente, dezenas de vezes algumas partes de suas obras. Trabalho duro. Inspiração? Não. Trabalho duro. Sobre o assunto, Luis Fernando Veríssimo, escritor de sucesso, confessou: “Minha musa inspiradora é meu prazo de entrega”. É pegar ou largar. O mais-ou-menos não serve, não leva a lugar nenhum. Sem contar que provoca uma frustração insuportável.
O Curso de Escrita Criativa é oferecido em dois módulos: no primeiro, o treinando experimenta, na prática, como ter ideias criativas, interessantes. No segundo, descobre como transformá-las em textos bem construídos e convidativos à leitura. Simples assim.
Candidatos à descoberta de que são criativos e escritores colhem bons frutos desse programa. Bastam apenas dois passos: fazer a inscrição e entregarem-se, sem reservas, para esta viagem tão produtiva quanto deliciosa.
O mais difícil é tomar coragem, e fazer a inscrição. Enfrentar a insegurança de não ter o êxito que se espera, o medo da exposição.
Pode acontecer de não haver talento algum, somente desabafo pela escrita.
Você, sendo experiente nisso, o que aconselharia?
Não adianta mandar tomar os “comprimidinhos” , porque não vou mesmo.
Beijo no coração.
Anamaria
É, minha amiga, toda experiência nova assusta um pouco. “E se não der certo?”, nos perguntamos. Mas como diz o Nizan Guanaes, é melhor fazer aproximadamente agora do que exatamente nunca. Então, vale a pena tentar. De repente Deus precisa de um pretexto para nos dar esse presente. O mais importante de tudo: se permitir. O resto vem naturalmente. Sempre vem. Tenho uma longa experiência nisso. Tente.
Obrigado pelo comentário. Beijos.
Rubens
Rubens, boa noite. Estou na Internet procurando algum subsídio sobre escrita criativa e encontrei seu blog. Foi simpatia a primeira vista! Quero muito fazer o seu curso, como procedo? É um curso virtual? Preciso muito conversar contigo, por favor, envie um e-mail seu para contato.
Muito obrigada! abraço, Andréa. O meu e-mail é: andreame.munhoz@hotmail.com