Quantas coisas eu não sei a respeito de qualidade de vida? Muitas. Olho para as pessoas à minha volta e me faço a mesma pergunta sobre elas. Talvez, em grande número, saibam apenas o insuficiente. Não fosse por isso, levariam uma vida mais saudável e feliz.
No entanto, faltam-lhes condições. Recursos materiais, às vezes, e emocionais, quase sempre. Isso sem contar o fato de que o tempo, com suas pernas bem treinadas, fogem a qualquer controle.
A solução para o problema da carência de recursos financeiros aparece, no mais das vezes, quando se aciona o poderoso mecanismo da criatividade, permitindo encontra respostas onde parecia existir apenas outras interrogações se amontoando, desnorteadas.
Do ponto de vista emocional, fomos educados para conviver com o sentimento de culpa. Não nos permitimos o prazer da auto-grafificação. Recompensar pequenas conquistas é um gesto que soa, para nós, como antiético, proibido, por se tratar de algo que sugere extravagância.
Ora, ninguém consegue rever seus conceitos, menos ainda, adotar práticas diferentes das convencionais, se antes não se permite a liberdade interior necessária para experimentar o que não estava previsto nos “manuais de boa conduta”, isto é, o novo.
Ao que tudo indica, a conquista da qualidade de vida não exige tanto para ao menos começar a existir. Seu desenvolvimento virá com o tempo e de acordo com as possibilidades de cada um. Isso, claro, se o projeto não for abortado por explicações que fazem tudo, menos justificar razoavelmente o desperdício das oportunidades que a vida oferece, ainda que modestas.
Olá Rubens,
É absurdo como seus artigos nos atingem como flechas ligeiras e certeiras, suplicando até uma reação.
Não sobra ao nosso dispor palavras por escrever, nem expressões por desabafar. É tudo, é muito e mais. Podemos descobrir ao longo do tempo que a tal qualidade de vida amadurece muito mais dentro de nós . Passa a depender pouco, dos atrativos externos ou condições financeiras, colocando-os num patamar de segundo item. Uma simples melhoria. Não saberia identificar em que parágrafo você retratou melhor esse amadurecimento, mas com certeza encerrou com um “Oscar”. Percebo que sua experiência como escritor contribuiu para a redação sem dúvida, mas a essência está no seu ser. Assim deveria acontecer. Cada um descobrir dentro de si a real importância de alguns valores e conceitos, mas acima de tudo, a transformação de alguns deles e como pode ser muito mais simples ser feliz. Conseguir transpor o julgo, e buscar a humildade dos grandes sentimentos pode ser como você tão bem expressou, o início de uma qualidade de vida no mínimo, serena. Um individuo que esteja de férias na Disney, pode não ser necessariamente o mais feliz do momento.
É gratificante o quanto a gente aprende lendo seus artigos quando “passeamos” pelo seu blog.
Obrigada por tudo isso.
Anamaria
Ana, obrigado por toda essa generosidade. Obrigado. Obrigado.
Beijos.
Rubens